
Lilith: A Lenda da Primeira Esposa de Adão 
Queridos irmãos e irmãs em Cristo,
Hoje, vamos explorar uma figura envolta em mistério e lendas:
Lilith, que, segundo algumas tradições, teria sido a primeira esposa de Adão. Embora ela não seja mencionada na Bíblia canônica, suas histórias vêm de textos antigos e tradições judaicas. Vamos entender melhor essa figura e seu contexto.
As Origens de Lilith

A história de Lilith aparece principalmente em textos judaicos antigos, como o
“Alfabeto de Ben-Sira” (século VIII-X d.C.). Também há menções a ela em comentários do
Talmude Babilônico e na
Cabala.
Como foi criada Lilith?
- De acordo com essa tradição, Deus teria criado Lilith da mesma forma que criou Adão: do pó da terra, tornando-a igual a ele.
- Ao contrário de Eva, que foi criada a partir da costela de Adão, Lilith era independente e não se submetia à autoridade dele.
O Conflito com Adão
A lenda diz que Lilith e Adão não conseguiram viver em harmonia. Lilith se recusava a se submeter a Adão, insistindo que, por terem sido criados igualmente, deveriam ser tratados como iguais.

A disputa central era sobre igualdade e liberdade. Lilith teria dito a Adão:
“Por que devo deitar-me abaixo de ti? Fui criada da mesma forma que você, e não sou inferior a você.”
Quando Adão tentou forçá-la à submissão, Lilith pronunciou o nome inefável de Deus (um ato considerado de grande poder) e fugiu do
Jardim do Éden.
A Expulsão e o Destino de Lilith

Após sair do Éden, Lilith teria se refugiado perto do Mar Vermelho, onde, segundo algumas tradições, se uniu a anjos caídos e deu à luz demônios. Ela passou a ser associada à rebeldia e foi considerada uma figura demoníaca em muitos textos judaicos.
Deus teria então criado Eva a partir da costela de Adão, para que fosse uma companheira mais submissa e compatível.
Lilith na Cultura Judaica e Cristã
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No Judaísmo Medieval: Lilith foi frequentemente retratada como um espírito maligno que ameaçava mulheres grávidas e crianças recém-nascidas. Por isso, era comum usar amuletos para proteção contra ela.
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No Cristianismo: A figura de Lilith não é reconhecida oficialmente. Alguns estudiosos cristãos veem a história como uma alegoria sobre o orgulho e a rebeldia contra Deus.
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No Islamismo: Lilith não aparece nos textos islâmicos canônicos, sendo desconhecida na tradição islâmica.
Reflexões Espirituais
Embora a história de Lilith não faça parte da Bíblia, ela nos convida a refletir sobre a importância da humildade, da obediência e da igualdade nas relações humanas. Deus criou o homem e a mulher para viverem em harmonia, respeitando-se mutuamente e reconhecendo o valor que cada um possui diante do Criador.
Gênesis 1:27 nos lembra:
“Deus criou o homem à Sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.”
Conclusão
A história de Lilith, mesmo sendo uma tradição extrabíblica, ressalta a complexidade das relações humanas e a busca por equilíbrio e respeito. Como cristãos, somos chamados a viver em amor e obediência a Deus, reconhecendo que, diante do Criador, todos têm valor e dignidade.
Que Deus nos abençoe e nos ilumine! 
Em Cristo, 