Queridos irmãos e irmãs, hoje vamos mergulhar em uma das histórias mais fascinantes e impactantes da Bíblia, que marca o início da jornada da humanidade no plano de Deus. Estamos falando sobre Eva, a serpente e o fruto proibido, um evento narrado em Gênesis 3, enriquecido com reflexões de fontes apócrifas e deuterocanônicas.
Imagine um lugar perfeito, um jardim exuberante chamado Éden. Ele ficava, segundo a Bíblia, na região onde os rios Tigre e Eufrates correm – uma área que hoje corresponde ao Oriente Médio. Adão e Eva viviam neste lugar com cerca de 30 anos de idade (segundo alguns textos apócrifos), em plena comunhão com Deus e com toda a criação.
No centro do jardim, havia duas árvores especiais: a Árvore da Vida e a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Deus deu uma ordem clara: "Vocês podem comer de qualquer árvore do jardim, mas não devem comer do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, pois no dia em que dele comerem, certamente morrerão." (Gênesis 2:16-17)
A serpente, um ser astuto e habilidoso em enganar, surgiu como um instrumento do mal. Alguns textos sugerem que ela era mais que apenas um animal – ela representava a presença do inimigo, Satanás, que usou sua astúcia para desafiar a confiança de Eva em Deus.
Ela abordou Eva com uma pergunta intrigante e manipuladora: "Foi isso mesmo que Deus disse: ‘Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim’?" (Gênesis 3:1). Eva respondeu com firmeza que poderiam comer de todas as árvores, exceto daquela, pois Deus os alertou sobre as consequências.
Foi então que a serpente usou sua estratégia mais poderosa: "Certamente não morrerão! Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecendo o bem e o mal." (Gênesis 3:4-5) A serpente instigou o desejo de Eva, fazendo-a imaginar o que seria 'ser como Deus'.
A tradição cristã e fontes deuterocanônicas sugerem que o fruto proibido não era uma maçã literal, mas um símbolo de algo maior: a escolha de desobedecer a Deus para buscar um conhecimento independente, fora da vontade divina.
Deus proibiu o fruto não para privar Adão e Eva, mas para protegê-los. Ele sabia que esse conhecimento os exporia ao mal e à corrupção, coisas que eles não estavam prontos para lidar. Comer o fruto era como abrir uma porta que jamais poderia ser fechada.
Ao ouvir a serpente, Eva olhou para o fruto com outros olhos: "Era atraente aos olhos e desejável para adquirir sabedoria." (Gênesis 3:6) Sua curiosidade e desejo de ser 'como Deus' falaram mais alto. Ela colheu o fruto e comeu, compartilhando também com Adão. Naquele momento, a inocência foi perdida, e eles perceberam que estavam nus, simbolizando a consciência do bem e do mal.
Este evento é conhecido como a Queda, marcando o momento em que a humanidade se afastou da perfeita harmonia com Deus. Mas, queridos irmãos, Deus já tinha um plano de redenção preparado!
Essa história nos ensina que Deus nos dá escolhas e liberdade, mas também nos orienta para o que é melhor. A desobediência traz consequências, mas o amor de Deus é tão grande que Ele sempre oferece um caminho de volta. Que possamos buscar viver de acordo com Sua vontade, confiando que Suas orientações são para nosso bem. Amém!